quinta-feira, 26 de maio de 2011

Conhecendo os autores: Karin Knorr-Cetina

Karin Knorr-Cetina (também Karin Knorr Cetina) (nascida em 19 de julho, 1944 em Graz, Áustria) é uma socióloga austríaca conhecida por seu trabalho em epistemologia e Construcionismo Social, resumidos nos livros A Fabricação do Conhecimento: Um Ensaio sobre o construtivista e a natureza contextual da Ciência (1981) e Culturas epistêmicas (1999). Atualmente, ela se concentra no estudo das microestruturas globais e Estudos Sociais de financiamento. Karin Knorr é professora adjunta de Teoria da Sociologia na Universität Konstanz e professora convidada da Universidade de Chicago.

Conhecendo os autores: Bruno Latour

Bruno Latour (Beaune, 22 de junho de 1947) é um filósofo e antropólogo francês. Sua principal contribuição teórica é - ao lado de outros autores como Michel Callon - o desenvolvimento da ANT - Actor Network Theory (Teoria ator-rede) que, ao analisar a atividade científica, considera, enquanto variáveis, tanto os atores humanos como os não humanos, estes últimos devido à sua vinculação ao princípio de simetria generalizada.

Conhecido pelos seus livros que descrevem o processo de pesquisa científica, dentro da perspectiva construtivista que privilegia a interação entre o discurso científico e a sociedade, os de maior destaque são "Jamais Fomos Modernos" e "Ciência em Ação".

Latour possui doutorado em filosofia e é professor da École nationale supérieure des mines de Paris e da Universidade da Califórnia em San Diego. Realizou estudos etnográficos na África e na América, mas sua etnografia mais conhecida foi feita no Laboratório de Neuroendocrinologia do Instituto Salk, na Califórnia. Ela deu origem ao livro Vida de Laboratório, escrito em parceria com o sociólogo inglês Steve Woolgar.

Confira o site oficial (em inglês e francês) de Bruno Latour aqui.

Fonte: Wikipedia.

Leitura do período - Maio 2011




"A Vida de Laboratório - A produção dos fatos científicos", de Bruno Latour e Steve Woolgar (Ed. Relume Dumará)

Como ocorre a produção de fatos científicos? No mundo todo a antropologia já estudou tribos, costumes exóticos, representações simbólicas, tradições populares e os cultos mais complexos. Mas a indústria, a técnica, a ciência e a administração pouquíssimas vezes foram estudados.

Ninguém imagina como é o dia-a-dia de um laboratório - técnicos que entram e saem, pesquisadores debruçados em suas bancadas e pilhas de papel, instrumentos, materiais, substâncias químicas e animais que chegam a todo momento, milhares de dólares gastos a cada dia e, talvez, algum mistério decifrado. "Um quebra-cabeça quase terminado guiado por um campo invisível", define o etnólogo francês Bruno Latour.

Ele chegou no Laboratório de Neuroendocrinologia do Instituto Salk, na Califórnia, disposto a "presenciar descobertas científicas e estudar os pesquisadores como se fossem uma tribo exótica". No início, não sabia se estava em uma reunião do Estado-Maior, em algum dispositivo policial ou até mesmo entre conspiradores. Pareciam todos jovens executivos dinâmicos que discutiam estratégias, investimentos, guerrilhas e viradas radicais. Passado o choque inicial e após dois anos mergulhado na "desordem heterogênea e confusa de um laboratório", Latour se uniu ao sociológo inglês Steve Woolgar para analisar a produção social do objeto científico. Assim nasceu este estudo inédito sobre a vida de laboratório e a produção dos fatos científicos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

ResearchGate, o Facebook da pesquisa

No último fim de semana, recebi um convite da minha colega Angélica Baptista (ENSP/FIOCRUZ) para me cadastrar no ResearchGATE. De cara, a interface facebookiana me atraiu. Como a proposta de redes sociais com foco na produção de pesquisa científica interessa (e muito) para minha pesquisa, fui investigar o histórico dessa ferramenta.

O ResearchGATE é um site de rede social livre e funciona como uma ferramenta de colaboração que pretende agregar pesquisadores científicos de várias disciplinas Ele fornece aplicações web, incluindo busca semântica, o compartilhamento de arquivos, compartilhamento de banco de dados de publicação, fóruns, debates sobre metodologia. Os usuários ainda podem criar seus blogs pessoais dentro da rede. Desde que foi ao ar, em maio de 2008, o ResearchGATE reuniu uma base de usuários de mais de 800 mil contatos, com pesquisadores de 196 países. A ferramenta também tem um blog. Saiba mais sobre o site aqui.

terça-feira, 22 de março de 2011

TICs - Afinal, do que se trata?

Tecnologia da informação e comunicação (TIC) pode ser definida como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de forma integrada, com um objetivo comum. As TICs são utilizadas das mais diversas formas, na indústria (no processo de automação), no comércio (no gerenciamento, nas diversas formas de publicidade), no setor de investimentos (informação simultânea, comunicação imediata), na educação (no processo de ensino aprendizagem, na Educação a Distância) e na pesquisa. Através da internet, novos sistemas de comunicação e informação foram criados, formando uma verdadeira rede. Criações como o e-mail, o chat, os fóruns, a agenda de grupo online, comunidades virtuais, web cam, entre outros, revolucionaram os relacionamentos humanos.

Através do trabalho colaborativo, profissionais distantes geograficamente trabalham em equipe. O intercâmbio de informações gera novos conhecimentos e competências entre os profissionais.

Novas formas de integração das TICs são criadas. Uma das áreas mais favorecidas com as TICs é a educacional. Na educação presencial, as TICs são vistas como potencializadoras dos processos de ensino – aprendizagem. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de maior desenvolvimento – aprendizagem – comunicação entre as pessoas com necessidades educacionais especiais.
No âmbito da educação, as TICs representam ainda um avanço na educação à distância. Com a criação de ambientes virtuais de aprendizagem, os alunos têm a possibilidade de se relacionar, trocando informações e experiências. Os professores e/ou tutores tem a possibilidade de realizar trabalhos em grupos, debates, fóruns, dentre outras formas de tornar a aprendizagem mais significativa.

Fonte: InfoEscola

segunda-feira, 14 de março de 2011

Leituras do Período: Dez 2010 - Fev 2011

Ciência Em Ação - Como Seguir Cientistas E Engenheiros Sociedade Afora - Bruno Latour (Ed. Fundo Unesp) - Latour proporciona uma audaciosa análise da ciência, demonstrando o quanto o contexto social e o conteúdo técnico são essenciais para o próprio entendimento da atividade científica. Confira a resenha da Revista História, Ciências, Saúde-Manguinhos aqui.
Depoimentos e Discursos: uma Proposta de Análise em Pesquisa Social - Fernando Lefréve e Ana Maria Cavalcanti Lefréve (Ed. Liber Livro): Neste texto, os autores retomam a temática relativa aos discursos dos sujeitos coletivos. Esta obra examina como se pode chegar a um produto que expressa o que efetivamente pensam grupos de indivíduos socialmente situados.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Registro brasileiro de ensaios clínicos é lançado em Brasília

Foi lançado, nesta quinta-feira (16/12), como parte das comemorações dos 10 anos do Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT) do Ministério da Saúde, o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (RBEC). O RBEC é uma plataforma virtual de acesso livre do Brasil, América Latina e Caribe, para registro gratuito, por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, de estudos (ensaios clínicos) realizados em seres humanos. O RBEC inclui ensaios clínicos que avaliam intervenções em saúde resultantes de uso de medicamentos, procedimentos cirúrgicos, terapias comportamentais de reabilitação e terapias complementares.
Valiosa fonte de evidência sobre a eficácia e a segurança das intervenções em saúde, o ensaio clínico, quando registrado em bases de dados públicas, garante a pacientes e médicos acesso a informações sobre os efeitos clínicos, farmacológicos e farmacodinâmicos de um produto sob investigação. Nesse sentido, aumenta a transparência na pesquisa, fortalecendo o valor ético e científico dos estudos de intervenção e observacionais.

O registro de ensaios clínicos é preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que desde 2007 coordena a Plataforma Internacional de Registro de Ensaios Clínicos, integrando dados provenientes de registros de países como Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, China, Alemanha e Inglaterra, entre outros. “O desenvolvimento do RBEC é pautado pelas diretrizes estabelecidas pela OMS para a Rede de Registros Primários, para que o registro brasileiro possa integrar a Plataforma Internacional de Registro de Ensaios Clínicos”, afirma Josué Laguardia, pesquisador do Laboratório de Informação em Saúde do Icict e coordenador da iniciativa.

Em desenvolvimento pela Bireme e em fase de transferência de tecnologia para o Icict, que a partir de 2011 será responsável por hospedar e gerenciar o sistema, o RBEC já desperta interesse internacional. “Países que ainda não possuem uma plataforma para o registro de ensaios clínicos e desejam desenvolver um novo sistema estão sendo orientados pela OMS a conhecer o aplicativo brasileiro”, adianta Laguardia.

Fruto de um esforço conjunto do Ministério da Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), da Organização Panamericana de Saúde (Opas) e do Centro Latinoamericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), o RBEC aumenta a eficácia dos esforços dos ensaios clínicos, na medida em que divulga o que, em geral, é publicado em revistas científicas e está sujeito ao chamado “viés da publicação”. Por essa razão, o RBEC torna-se uma vitrine para pesquisadores, empresas e centros de pesquisa, propiciando maior interação e inserção internacional, além de facilitar o acesso das empresas aos recursos de que necessita, atraindo parcerias e facilitando a busca de parcerias.

O RBEC está disponível em http://www.ensaiosclinicos.gov.br/

Por Cristiane D´Ávila
Fonte: ICICT