terça-feira, 18 de outubro de 2011

Moi no PIDC

Tradicional imagem do final do encontro

A primeira audiência da dissertação a gente nunca esquece

Repercussão no Face!

Flashes do VIII Encontro...


Hotel Porto Real, em Mangaratiba (RJ), onde o evento aconteceu

Os coordenadores do Programa, Constança Britto e Alejandro Hasslocher
 Reunião das Redes:

 

Tania Araújo-Jorge apresenta a história do Programa 

Vista do quarto :D

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mangaratiba é palco de evento sobre doença de Chagas

Nem a paisagem paradisíaca de Mangaratiba (RJ) fez com que cerca de 60 pesquisadores e estudantes de pós-graduação deixassem o auditório. Tudo isso, para discutir os avanços no estudo e no combate à doença de Chagas, que matou mais de 25 mil pessoas no Brasil desde 2004.  O 8º Encontro do Programa Integrado de Doença de Chagas (PIDC) da Fiocruz foi realizado de 14 a 16 de setembro. Durante o evento, foram discutidas as realizações de 2010/2011 e as metas de 2011/2012 do PIDC, assim como o papel dos laboratórios de referência e políticas e programas educacionais.
 Foto: Gutemberg Brito

 “Me orgulha estar aqui e fazer parte disto. Se depender de mim o PIDC sempre será incentivado para que continue fazendo sucesso”, enfatiza Claude Pirmez.
A vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Claude Pirmez, disse que o momento é de alegria. “Fiz questão de estar aqui pela importância do PIDC e por ter a oportunidade de encontrar tanta gente querida. O Programa que existe há mais de dez anos, tem caráter multidisciplinar e reúne diversos centros de pesquisas da Fiocruz”, diz. Segundo Claude, a doença de Chagas foi o que internacionalizou a Fundação e que projetou a ciência brasileira.
“A principal meta do PIDC é vincular a pesquisa institucional de forma integrada e multidisciplinar para que sejamos capazes de unir esforços para captação de recursos e para o desenvolvimento de projetos que deem retorno à sociedade”, sublinha Constança Britto, uma das organizadoras do encontro e coordenadora-geral.
 Foto: Gutemberg Brito

De acordo com Constança Britto, a ideia do PIDC é agregar pesquisadores de diferentes unidades da Fiocruz e de outras instituições de ensino e pesquisa do Brasil.
Renato Vieira Alvez, representante de Jarbas Barbosa, Secretário de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, apresentou as mudanças no perfil epidemiológico da doença de Chagas e da soroprevalência da infecção em adultos e crianças. “Foram notificados casos agudos de doença de Chagas em alguns locais do Brasil. Hoje, esta notificação é obrigatória e deve ser feita imediatamente tanto para surtos como para casos isolados”, afirmou. De acordo com dados apresentados por Alvez, entre 2000 e 2010 foram registrados 1087 novos casos em todo o Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Os casos de infecção aguda aconteceram em 2009 e 2010, atingindo maior incidência em indivíduos entre 20 a 39 anos. Naqueles anos, foram registrados 391 casos. A transmissão da doença ocorre pela picada do vetor, inseto conhecido como barbeiro, e também em decorrência da ingestão de alimentos como o açaí e a cana-de-açúcar, que são triturados com o inseto infectado pela parasita Trypanosoma cruzi.
O representante destacou a importância de se ter sempre um canal de comunicação aberto entre a Fiocruz e o Ministério da Saúde. “Nós entendemos, dentro da SVS, que não só as mudanças do perfil epidemiológico e transmissão da doença de Chagas devem ser analisadas, mas tudo o que envolve este tema deve ter uma interface com a Fundação. Devemos repensar e reformular a vigilância epidemiológica da doença”, conta.
‘Nova vigilância’ 
No encontro, Renato Alvez apresentou uma proposta do que seria uma “nova vigilância epidemiológica”, que possa prevenir e reduzir os danos causados pela doença descoberta pelo cientista Carlos Chagas em 1909. Para a SVS, “o ano de 2011 está sendo um fundamental para identificar os focos residuais de Triatoma infestans e ampliar mais o conhecimento sobre vetores.” Ele afirmou que o Sistema Nacional para registro das atividades de campo sobre a doença ainda está em construção. “Há uma capacitação insuficiente em estados e municípios, pois constatamos a falta de recursos humanos e financeiros. Precisamos mudar este quadro”, diz.
Foto: Gutemberg Brito

Renato Vieira Alvez, representante da SVS, apresentou dados atuais sobre a doença de Chagas. Em cinco anos (2004-2008), foram 24.708 óbitos provocados pela doença.
A nova proposta de vigilância epidemiológica dos casos humanos da doença de Chagas é centrada “nas ações de prevenção de casos e na redução de danos, baseadas na identificação de situações de risco e na vigilância de casos agudos e crônicos de forma indeterminada”.
Os próximos passos desta proposta são: estabelecer mecanismos mais eficientes para o controle da transmissão oral na região Amazônica e a transmissão vetorial com vetores não domiciliados; detalhar situações ‘inusitadas’ como transmissões verticais e acidentais; e buscar medicamentos, terapêutica e ensaios clínicos mais eficazes. “Há que se definir o critério de cura, avaliar o percentual de cura e de complicações, conhecer a efetividade e o impacto do tratamento de casos crônicos, avançar em estratégias com maior participação dos agentes da Saúde da Família, ficar atento aos efeitos adversos do medicamento Benzonidazol, entre outros”, pondera. O representante afirma também a necessidade da coleta de mais informações sobre os vetores e a ecologia de ciclos de transmissão do Trypanosoma cruzi, sobre a resistência dos barbeiros a inseticidas, sua distribuição na Amazônia, além de desenvolver ferramentas mais sensíveis para detecção do vetor em ambientes silvestres.
“Um outro aspecto crucial que merece toda nossa atenção é a educação. Ela é decisiva para a obtenção do sucesso da estrutura da vigilância. Ela tem que ser a protagonista desta estratégia. O fortalecimento das ações voltadas para a realidade da comunidade, a vigilância entomológica e a participação comunitária são importantes. Temos que ter uma educação continuada entre universidades, a capacitação de técnicos e a educação no ensino fundamental”, finaliza.
PIDC
Há onze anos, o Programa Integrado de Doença de Chagas (PIDC) começou a ser articulado a partir de iniciativa de pesquisadores da Fiocruz. Em 2006, o PIDC foi oficialmente criado com apoio da vice-Presidência de Pesquisa da Fiocruz, reunindo pesquisadores de seis unidades da Fundação: o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR), Centro de Pesquisas Ageu Magalhães (CPqAM), Centro de Pesquisas Gonzalo Moniz (CPqGM), Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) e Instituto Carlos Chagas (ICC).
O PIDC articula a cooperação entre pesquisadores em cinco redes temáticas, de modo a aumentar a eficiência da pesquisa institucional e fortalecer a capacidade de captação de recursos financeiros para o desenvolvimento de pesquisas relevantes que dêem retorno à sociedade. A iniciativa assegura a contribuição efetiva da Fiocruz para o controle da doença de Chagas no século XXI, com metas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

João Paulo Soldati
15/09/11
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz).

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

scriptLattes: Mão na roda!

Uma boa parte do meu relatório sobre os produtos de colaboração da rede está sendo gerada com o auxílio luxuoso do scriptLattes. Não conhece? É uma ferramenta para extração e visualização de conhecimento a partir de Currículos da Plataforma Lattes. Este projeto de software livre está sendo desenvolvido no CCSL-IME/USP por Jesús P. Mena-Chalco e Roberto M. Cesar-Jr. O programa, desenvolvido em Perl, permite a extração e compilação de:
  • produções bibliográficas
  • produções técnicas
  • produções artísticas
  • orientações
  • participação em bancas examinadoras
  • participação em comissões julgadoras
  • eventos
  • grafo de colaborações
  • mapa de pesquisa de um conjunto de pesquisadores cadastrados na plataforma Lattes.



O scriptLattes baixa os Currículos Lattes de um grupo de pessoas de interesse, compila as listas de produções, eliminando as publicações duplicadas e similares. São geradas páginas HTML/JSP com listas de produções e orientações separadas por tipo e colocadas em ordem cronológica invertida. Estes relatórios gerados permitem avaliar, analisar ou documentar a produção de grupos de pesquisa.



Assista um vídeo com o exemplo de execução da ferramenta. Uma pequena ressalva: atenção para a data da atualização do curriculo Lattes que será analisado. Quanto mais atualizada, maior a fidedignidade das informações.





Sai IVD, volta PIDC. E agora?

É, amigos. Nos últimos dois meses, minha pesquisa tomou (mais) um novo rumo: a ausência de documentos primários e a dificuldade de rastrear os pesquisadores de uma rede (Instituto Virtual da Dengue/IVD) que existiu formalmente, mas não veio a gerar produtos, me levou a revisitar o caso do Programa Integrado da Doença de Chagas (PIDC), previsto inicialmente para ser estudado junto com o IVD. A banca da qualificação aconselhou escolher apenas uma das redes, visto que o tempo do mestrado era relativamente curto para dar conta das demandas de pesquisa.

Uma vez decidido, minha próxima etapa foi entrar em contato com os coordenadores da rede para solicitar  a autorização da pesquisa. Com a resposta afirmativa, dei entrada no Comitê de Ética com o meu projeto no final de junho. O próximo passo foi escrever para os coordenadores das cinco redes do PIDC para uma conversa inicial e levantar os documentos primários para análise.

Primeira a responder e marcar a conversa, a Dra. Tania Araújo-Jorge foi, coincidentemente, uma das fundadoras da rede. Ela, que é diretora do Instituto Oswaldo Cruz, falou sobre a história do grupo e a importância da comunicação nele. E ainda fui convidada para a oitava edição do encontro anual do PIDC, que será realizado nos dias 14, 15 e 16 de setembro, em Angra dos Reis (RJ). De quebra, estou ajudando a preparar um relatório sobre os produtos gerados pelas colaborações do grupo, junto com a assessora de pesquisa do programa - que também será uma parte da minha dissertação. Além da revisão bibliográfica, que já está em andamento, o meu trabalho já vem tomando forma. O próximo passo? As entrevistas! Mas esse é um assunto para os próximos meses... ;)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Conhecendo os autores: Karin Knorr-Cetina

Karin Knorr-Cetina (também Karin Knorr Cetina) (nascida em 19 de julho, 1944 em Graz, Áustria) é uma socióloga austríaca conhecida por seu trabalho em epistemologia e Construcionismo Social, resumidos nos livros A Fabricação do Conhecimento: Um Ensaio sobre o construtivista e a natureza contextual da Ciência (1981) e Culturas epistêmicas (1999). Atualmente, ela se concentra no estudo das microestruturas globais e Estudos Sociais de financiamento. Karin Knorr é professora adjunta de Teoria da Sociologia na Universität Konstanz e professora convidada da Universidade de Chicago.

Conhecendo os autores: Bruno Latour

Bruno Latour (Beaune, 22 de junho de 1947) é um filósofo e antropólogo francês. Sua principal contribuição teórica é - ao lado de outros autores como Michel Callon - o desenvolvimento da ANT - Actor Network Theory (Teoria ator-rede) que, ao analisar a atividade científica, considera, enquanto variáveis, tanto os atores humanos como os não humanos, estes últimos devido à sua vinculação ao princípio de simetria generalizada.

Conhecido pelos seus livros que descrevem o processo de pesquisa científica, dentro da perspectiva construtivista que privilegia a interação entre o discurso científico e a sociedade, os de maior destaque são "Jamais Fomos Modernos" e "Ciência em Ação".

Latour possui doutorado em filosofia e é professor da École nationale supérieure des mines de Paris e da Universidade da Califórnia em San Diego. Realizou estudos etnográficos na África e na América, mas sua etnografia mais conhecida foi feita no Laboratório de Neuroendocrinologia do Instituto Salk, na Califórnia. Ela deu origem ao livro Vida de Laboratório, escrito em parceria com o sociólogo inglês Steve Woolgar.

Confira o site oficial (em inglês e francês) de Bruno Latour aqui.

Fonte: Wikipedia.

Leitura do período - Maio 2011




"A Vida de Laboratório - A produção dos fatos científicos", de Bruno Latour e Steve Woolgar (Ed. Relume Dumará)

Como ocorre a produção de fatos científicos? No mundo todo a antropologia já estudou tribos, costumes exóticos, representações simbólicas, tradições populares e os cultos mais complexos. Mas a indústria, a técnica, a ciência e a administração pouquíssimas vezes foram estudados.

Ninguém imagina como é o dia-a-dia de um laboratório - técnicos que entram e saem, pesquisadores debruçados em suas bancadas e pilhas de papel, instrumentos, materiais, substâncias químicas e animais que chegam a todo momento, milhares de dólares gastos a cada dia e, talvez, algum mistério decifrado. "Um quebra-cabeça quase terminado guiado por um campo invisível", define o etnólogo francês Bruno Latour.

Ele chegou no Laboratório de Neuroendocrinologia do Instituto Salk, na Califórnia, disposto a "presenciar descobertas científicas e estudar os pesquisadores como se fossem uma tribo exótica". No início, não sabia se estava em uma reunião do Estado-Maior, em algum dispositivo policial ou até mesmo entre conspiradores. Pareciam todos jovens executivos dinâmicos que discutiam estratégias, investimentos, guerrilhas e viradas radicais. Passado o choque inicial e após dois anos mergulhado na "desordem heterogênea e confusa de um laboratório", Latour se uniu ao sociológo inglês Steve Woolgar para analisar a produção social do objeto científico. Assim nasceu este estudo inédito sobre a vida de laboratório e a produção dos fatos científicos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

ResearchGate, o Facebook da pesquisa

No último fim de semana, recebi um convite da minha colega Angélica Baptista (ENSP/FIOCRUZ) para me cadastrar no ResearchGATE. De cara, a interface facebookiana me atraiu. Como a proposta de redes sociais com foco na produção de pesquisa científica interessa (e muito) para minha pesquisa, fui investigar o histórico dessa ferramenta.

O ResearchGATE é um site de rede social livre e funciona como uma ferramenta de colaboração que pretende agregar pesquisadores científicos de várias disciplinas Ele fornece aplicações web, incluindo busca semântica, o compartilhamento de arquivos, compartilhamento de banco de dados de publicação, fóruns, debates sobre metodologia. Os usuários ainda podem criar seus blogs pessoais dentro da rede. Desde que foi ao ar, em maio de 2008, o ResearchGATE reuniu uma base de usuários de mais de 800 mil contatos, com pesquisadores de 196 países. A ferramenta também tem um blog. Saiba mais sobre o site aqui.

terça-feira, 22 de março de 2011

TICs - Afinal, do que se trata?

Tecnologia da informação e comunicação (TIC) pode ser definida como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de forma integrada, com um objetivo comum. As TICs são utilizadas das mais diversas formas, na indústria (no processo de automação), no comércio (no gerenciamento, nas diversas formas de publicidade), no setor de investimentos (informação simultânea, comunicação imediata), na educação (no processo de ensino aprendizagem, na Educação a Distância) e na pesquisa. Através da internet, novos sistemas de comunicação e informação foram criados, formando uma verdadeira rede. Criações como o e-mail, o chat, os fóruns, a agenda de grupo online, comunidades virtuais, web cam, entre outros, revolucionaram os relacionamentos humanos.

Através do trabalho colaborativo, profissionais distantes geograficamente trabalham em equipe. O intercâmbio de informações gera novos conhecimentos e competências entre os profissionais.

Novas formas de integração das TICs são criadas. Uma das áreas mais favorecidas com as TICs é a educacional. Na educação presencial, as TICs são vistas como potencializadoras dos processos de ensino – aprendizagem. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de maior desenvolvimento – aprendizagem – comunicação entre as pessoas com necessidades educacionais especiais.
No âmbito da educação, as TICs representam ainda um avanço na educação à distância. Com a criação de ambientes virtuais de aprendizagem, os alunos têm a possibilidade de se relacionar, trocando informações e experiências. Os professores e/ou tutores tem a possibilidade de realizar trabalhos em grupos, debates, fóruns, dentre outras formas de tornar a aprendizagem mais significativa.

Fonte: InfoEscola

segunda-feira, 14 de março de 2011

Leituras do Período: Dez 2010 - Fev 2011

Ciência Em Ação - Como Seguir Cientistas E Engenheiros Sociedade Afora - Bruno Latour (Ed. Fundo Unesp) - Latour proporciona uma audaciosa análise da ciência, demonstrando o quanto o contexto social e o conteúdo técnico são essenciais para o próprio entendimento da atividade científica. Confira a resenha da Revista História, Ciências, Saúde-Manguinhos aqui.
Depoimentos e Discursos: uma Proposta de Análise em Pesquisa Social - Fernando Lefréve e Ana Maria Cavalcanti Lefréve (Ed. Liber Livro): Neste texto, os autores retomam a temática relativa aos discursos dos sujeitos coletivos. Esta obra examina como se pode chegar a um produto que expressa o que efetivamente pensam grupos de indivíduos socialmente situados.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Registro brasileiro de ensaios clínicos é lançado em Brasília

Foi lançado, nesta quinta-feira (16/12), como parte das comemorações dos 10 anos do Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT) do Ministério da Saúde, o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (RBEC). O RBEC é uma plataforma virtual de acesso livre do Brasil, América Latina e Caribe, para registro gratuito, por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, de estudos (ensaios clínicos) realizados em seres humanos. O RBEC inclui ensaios clínicos que avaliam intervenções em saúde resultantes de uso de medicamentos, procedimentos cirúrgicos, terapias comportamentais de reabilitação e terapias complementares.
Valiosa fonte de evidência sobre a eficácia e a segurança das intervenções em saúde, o ensaio clínico, quando registrado em bases de dados públicas, garante a pacientes e médicos acesso a informações sobre os efeitos clínicos, farmacológicos e farmacodinâmicos de um produto sob investigação. Nesse sentido, aumenta a transparência na pesquisa, fortalecendo o valor ético e científico dos estudos de intervenção e observacionais.

O registro de ensaios clínicos é preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que desde 2007 coordena a Plataforma Internacional de Registro de Ensaios Clínicos, integrando dados provenientes de registros de países como Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, China, Alemanha e Inglaterra, entre outros. “O desenvolvimento do RBEC é pautado pelas diretrizes estabelecidas pela OMS para a Rede de Registros Primários, para que o registro brasileiro possa integrar a Plataforma Internacional de Registro de Ensaios Clínicos”, afirma Josué Laguardia, pesquisador do Laboratório de Informação em Saúde do Icict e coordenador da iniciativa.

Em desenvolvimento pela Bireme e em fase de transferência de tecnologia para o Icict, que a partir de 2011 será responsável por hospedar e gerenciar o sistema, o RBEC já desperta interesse internacional. “Países que ainda não possuem uma plataforma para o registro de ensaios clínicos e desejam desenvolver um novo sistema estão sendo orientados pela OMS a conhecer o aplicativo brasileiro”, adianta Laguardia.

Fruto de um esforço conjunto do Ministério da Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), da Organização Panamericana de Saúde (Opas) e do Centro Latinoamericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), o RBEC aumenta a eficácia dos esforços dos ensaios clínicos, na medida em que divulga o que, em geral, é publicado em revistas científicas e está sujeito ao chamado “viés da publicação”. Por essa razão, o RBEC torna-se uma vitrine para pesquisadores, empresas e centros de pesquisa, propiciando maior interação e inserção internacional, além de facilitar o acesso das empresas aos recursos de que necessita, atraindo parcerias e facilitando a busca de parcerias.

O RBEC está disponível em http://www.ensaiosclinicos.gov.br/

Por Cristiane D´Ávila
Fonte: ICICT

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ciência, Tecnologia e Inovação: desenvolvimento e regulação

A mesa redonda "Ciência, Tecnologia e Inovação: desenvolvimento e regulação", coordenada por André Luiz Germal (UFRJ), contou com a participação de três expositores. O primeiro expositor foi Luiz Eugênio Portela (ISC/UFBa), A fala de Luis Eugênio teve como tema "Ciência, tecnologia e inovação: qual perspectiva para o SUS?", começou com uma abordagem mais teórica sobre a ciência, tecnologia e inovação para, em seguida, tecer comentários sobre a política nacional do setor. Em seguida, Erika Camargo (DECIT/MS) falou sobre a capacidade instalada, objetivos e o fomento à pesquisa no âmbito do Ministério da Saúde. Encerrando as exposições, José Rubem de Alcântara Bonfim (Sobravime), refletiu sobre as dimensões éticas da utilização de fármacos novos: do registro à prescrição, colocando em discusão o que é um produto farmacêutico inovador, dos pontos de vista comercial e tecnológico, o "comércio da doença" e suas consequências econômicas e sociais. O áudio da mesa redonda está disponível para download aqui.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Próxima aquisição

YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos / Robert K. Yin; trad. Daniel Grassi. – 3. ed. – Porto Alegre: Bookman, 2005. 212 p.


















domingo, 7 de novembro de 2010

XV Congresso Brasileiro de Sociologia - Eu vou! :)

"Mudanças, permanências e desafios sociológicos" será o tema do XV Congresso Brasileiro de Sociologia, que será realizado de 26 a 29 de julho de 2011, em Curitiba (PR).

A Sociologia está baseada em uma firme tradição teórica e um consistente legado metodológico, ao mesmo tempo, que lida com questões contemporâneas que estão em permanente mutação. Dessa forma, somos desafiados a refletir de diversas maneiras sobre novos temas e novas formas de pensar que se impõem pela dinâmica da vida social.

O tema do XV Congresso Brasileiro de Sociologia pretende debater esta articulação entre a tradição e as transformações, inerentes ao objeto de estudo da nossa disciplina que são as relações sociais. A Sociologia é uma ciência da atualidade e lida com a articulação entre elementos da vida social, que se mantém ao longo da história de nossas sociedades, e as novas configurações que se impõem pela ação humana. Desse modo, ela se transforma como ciência porque precisa incorporar novas perspectivas e novas formas de compreensão da realidade.

Saiba mais sobre o evento aqui.

Reciis avalia entraves à democratização da comunicação no Brasil

Promover a reflexão sobre as políticas nacionais de comunicação e a troca de experiências, a fim de subsidiar a formulação de ações neste campo, foram os pontos focais do debate "Políticas de comunicação, democracia e cidadania". Realizado na manhã de quarta-feira (03/11), no auditório da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), o evento contou com a presença de especialistas que publicaram artigos na recente edição da Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis), do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).

Organizado pelo pesquisador Rodrigo Murtinho, do Laboratório de Comunicação e Saúde (Laces/Icict/Fiocruz), o debate reuniu Guillermo Mastrini, professor da Universidade de Quilmes, Argentina; Marcos Dantas, pesquisador do Programa de Pós-graduação da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Bia Barbosa, representante do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social e o pesquisador e jornalista Álvaro Nascimento, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz).

Na opinião de Murtinho, especialista em pesquisas sobre políticas públicas de comunicação no Brasil e suas interações com a saúde, a oportunidade de reunir artigos em uma edição especial da Reciis denota a valorização deste tema no país. Ideia surgida durante o processo preparatório da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada no final de 2009 - que incluiu a realização de um seminário na Fiocruz e de um fórum durante o IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, também no ano passado - a edição do suplemento traz para a agenda pública uma discussão relevante: as políticas nacionais de comunicação são um entrave ao avanço da democracia e ao exercício pleno da cidadania.

O exemplo argentino

O professor da Universidade de Quilmes Guillermo Mastrini elogiou a iniciativa do Icict, que por intermédio da veiculação de um periódico eletrônico de acesso livre traz, para a agenda de uma instituição de saúde, o tema da regulação dos meios de comunicação, pauta debatida atualmente de forma pioneira por diversos países latinoamericanos. De acordo com o especialista argentino, não é possível haver democratização da comunicação se não há regulação democrática da comunicação, uma vez que os interesses das corporações dos meios de comunicação não coincidem totalmente com os interesses da sociedade.

Para Mastrini, a aprovação na Argentina, a partir de ampla mobilização social, da nova Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual (Lei dos Meios), cuja lógica modifica os critérios de distribuição das concessões de rádio e televisão, dará acesso paritário ao espectro para canais púbico/estatais, comerciais e de instituições sem fins-lucrativos. A lei, segundo ele, altera profundamente a estrutura do setor naquele país, tornando o Estado responsável pela garantia do direito social à comunicação.

"Para que haja de fato mudanças no modelo de comunicação, é essencial que dois atores atuem em consônância: o Executivo e a sociedade civil. Somente estes dois atores podem fazer com que a lei, quando criada, seja um ponto de partida para a implementação de uma política de comunicação democrática", pondera Mastrini.

Na acepção do pesquisador da UFRJ Marcos Dantas, no Brasil dificilmente o próximo governo escapará da tarefa de conduzir e concluir um amplo debate sobre a reorganização legal do conjunto das comunicações brasileiras. "Há uma percepção generalizada, tanto nos movimentos populares organizados quanto nos empresariais, inclusive em segmentos do próprio aparelho estatal, de estarmos vivendo sob total caos normativo nessa área de políticas de comunicação", avalia.

Segundo ele, o modelo neoliberal, que coloca o consumidor acima do cidadão, com base em uma suposta "liberdade" de escolha, atende de fato ao capital, ao mercado, que sobrepõe o individual ao coletivo. Consequentemente, se anula o poder de controle dos meios de comunicação pela sociedade e, a partir daí, a própria democracia. Dantas completa: "hoje existe um pequeno grupo de produtores de conteúdo que decide como esse conteúdo (veiculado nos meios de comunicação) atingirá o público, por meio da convergência de várias mídias, sem qualquer elemento regulatório. Por isso é importante a transformação das propostas aprovadas na Confecom em leis".

Déficit democrático em comunicação

"Quem observa de perto o desenvolvimento das políticas de comunicação no Brasil, desde o início da década de 1980, vê políticas públicas e processos de regulamentação que, na maioria dos casos, favorecem grandes atores empresariais e são usados para a manutenção de uma situação que não se transformou significativamente, a despeito das evidentes mudanças tecnológicas", argumenta Bia Barbosa, jornalista, especialista em direitos humanos e representante do Intervozes.

De acordo com Barbosa, embora o Brasil assista, há décadas, a um crônico déficit democrático em seu setor de comunicação, as políticas do país para essa área seguem sem apontar para a transformação desse panorama. Diante dessa realidade, a sociedade civil tem se movimentado para dar corpo a iniciativas que não sejam simples campanhas pontuais, mas que proporcionem espaço para passos mais largos rumo a referentes democráticos. Entre elas, destacam-se a Conferência Nacional de Comunicação e as propostas de indicadores do desenvolvimento da mídia e do direito à comunicação, também implementadas pela Unesco.
"A pertinência de buscar indicadores para o direito à comunicação fica evidente ao se observar o quadro atual das comunicações no Brasil. Apenas seis redes privadas nacionais de televisão aberta e seus 138 grupos regionais afiliados controlam 667 veículos de comunicação. Seu vasto campo de influência se estende por 294 emissoras de televisão VHF, que abrangem mais de 90% das emissoras nacionais. Somam-se a elas mais 15 emissoras UHF, 122 emissoras de rádio AM, 184 emissoras FM e 50 jornais diários", alerta a jornalista do Intervozes.

O caso da propaganda de medicamentos: a omissão da Anvisa

A incapacidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de incorporar proposições de órgãos de consumidores, entidades científicas, profissionais de saúde e especialistas em uso correto de medicamentos, obedecendo a uma lógica em que atuam os interesses das empresas privadas do setor, patrocinadoras de campanhas políticas, foi o mote da apresentação de Álvaro Nascimento, pesquisador da Ensp.

Para Nascimento, que pesquisou no mestrado e no doutorado exemplos de uso abusivo e irregular da publicidade para a venda de remédios, a omissão da agência reguladora expõe a sociedade a sérios riscos.
"Ao rejeitar, no âmbito da Consulta Pública 84/2005, instaurada para elaborar uma nova Resolução, 19 proposições encaminhadas por órgãos de consumidores, entidades científicas, profissionais de saúde e especialistas em uso correto do medicamento, dentre eles o próprio ministro Temporão, a Anvisa manteve todas as principais fragilidades do modelo regulador anterior, deixando de equiparar o modelo brasileiro aos mais avançados no mundo", lamenta Nascimento.

De acordo com o pesquisador, na ocasião da Consulta Pública, a Anvisa sequer considerou a possibilidade de criação de dispositivos legais que assegurassem a proibição da propaganda de medicamentos para grande público (mantendo-a para prescritores), mesmo que essa sugestão tenha sido subscrita por 133 especialistas no uso correto do medicamento. Juntos, esses setores representavam nada menos que 59,6% do total de contribuintes à Consulta Pública. A proposta fora aprovada, inclusive, na 1ª Conferência Nacional de Vigilância Sanitária, organizada em 2001 pela própria Agência.
"Faz-se necessária a ampliação do debate sobre essa ferramenta como instrumento efetivo de participação e controle social, com vistas à criação de novos procedimentos e políticas que a tornem uma real instância de ausculta e incorporação de propostas de interesse da sociedade. É preciso impedir que esses processos não sofram interferência dos setores regulados e tragam prejuízo aos reais interesses da saúde pública", defende Nascimento.

Leia mais na edição especial da Reciis.

Fonte: http://www.fiocruz.br/icict/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1848&sid=18

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

De volta ao blog!

Olá a todos que (ainda) acompanham este blog!

Após quase dois meses de muita leitura para a dissertação e da produção, assessoria e cobertura do X Seminário do Projeto Integralidade, estou de volta ao meu cantinho virtual. Nesse breve tempo, tive algumas ideias para atualizar esse espaço, mas sempre deixava para depois, devido às demandas mais urgentes do período - entre elas, "desafogar" parte dos textos selecionados para dar um início real à construção do meu trabalho final de mestrado.

Combinei com a minha orientadora (Marcia Teixeira) que, entre os meses de setembro e outubro, começaríamos a construir o meu projeto para qualificação. Um pequeno esboço do que foi feito até o momento já se encontra disponível no meu Dropbox, assim como a nova organização de pastas dos documentos relativos à dissertação, e um relatório das leituras desse período.

Os últimos dois meses foram de imersão no campo da Pesquisa Colaborativa - autores (Chompalov e Shrum, Katz e Martin, Cummings e Kiesler, e Martin-Rodríguéz foram os mais relevantes) e conceitos sobre o tema e o papel da comunicação para a área, ainda pouco explorada pela maior parte dos artigos lidos até agora. Também realizei um levantamento dos documentos existentes na rede sobre os objetos de pesquisa (Instituto Virtual da Dengue - IVD) e Programa Integrado da Doença de Chagas (PDIC), para conhecer a história e a estrutura de ambos, com vistas a auxiliar na construção do projeto e da entrevista semi-estruturada, metodologia que elegemos para este trabalho.

Próximo passo? Partir para a construção dos trabalhos finais das disciplinas desse semestre.  ;)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sobre os novos objetos

IVD - Instituto Virtual da Dengue

No Rio de Janeiro, por iniciativa de grupos da UFRJ, FIOCRUZ, UFF, UERJ e UENF têm-se procurado organizar uma rede de pesquisadores em dengue, que foi a base sobre a qual foi gerada a proposta de constituição do Instituto Virtual da Dengue-RJ. No total, mais de sessenta projetos envolvendo inúmeros pesquisadores e estudantes de pós-graduação e de iniciação científica irão estudar diversos aspectos da doença, desde a biologia estrutural e a genômica do vírus, a fisiologia e a ecologia do mosquito, a interação do vírus com as células humanas e do inseto, passando pela busca de formas de tratamento e prevenção da dengue através do controle do vetor e do desenvolvimento de vacinas, até a pesquisa acerca do papel da educação e da informação no combate a dengue.


PIDC - Programa Integrado de Doença de Chagas

O PIDC, Programa Integrado de Doença de Chagas, começou a ser articulado a partir de iniciativa de pesquisadores da Fiocruz reunidos em Cachoeiras de Macacu-RJ em 2000. Em novembro de 2005, momento de maior maturidade institucional e apropriado ao desenvolvimento de trabalhos em redes temáticas, foi realizado o II Encontro do PIDC, em Caxambu-MG. Em reunião em janeiro de 2006, o PIDC foi oficialmente criado com apoio da Vice Presidência de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, reunindo pesquisadores das diversas Unidades da Fiocruz. O PIDC procura articular a cooperação entre pesquisadores em redes temáticas, de modo a aumentar a eficiência da pesquisa institucional e fortalecer a capacidade de captação de recursos financeiros para o desenvolvimento de pesquisas relevantes que dêem retorno à sociedade. Esta iniciativa vem assegurar uma contribuição efetiva da Fiocruz para o controle da doença de Chagas no século XXI, com metas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, buscando, em especial, resultados no ano do centenário de sua descoberta (2009).

Leitura complementar









A Inteligência Coletiva: por uma Antropologia do Ciberespaço
, de Pierre Lévy (Ed. Loyola, 2003)

A Magia dos mundos virtuais está cada dia mais ao alcance do grande público: o número de usuários das redes mundiais de comunicação informatizada aumenta 10% ao mês. As "auto-estradas da informação" e a multimídia interativa anunciam uma mutação nos modos de comunicação e de acesso ao saber. Emerge um novo meio de comunicação, de pensamento e de trabalho para as sociedades humanas: o ciberespaço. Como nossa cultura será afetada por ele? Teremos apenas uma supertevê ou renovaremos o vínculo social no sentido de uma maior fraternidade? Neste livro, Pierre Lévy nos convida a pensar, além do impacto das técnicas sobre a sociedade, em termos de projeto. Os novos meios de comunicação permitem aos grupos humanos pôr em comum seu saber e seu imaginário. Forma social inédita, o coletivo inteligente pode inventar uma "democracia em tempo real", uma ética de hospitalidade, uma estética de invenção, uma economia das qualidades humanas. O autor situa o projeto da inteligência coletiva em uma perspectiva antropológica de longa duração. Depois de ter sido fundados na relação com os cosmos, na "pertença" aos territórios e finalmente na inserção no processo econômico, a identidade de pessoas e o vínculo social poderiam expandir-se no intercâmbio de conhecimentos.

Fonte: Submarino

Uma Rede Social para Pesquisa Colaborativa

A colaboração entre grupos, pesquisadores e especialistas da mesma área de pesquisa é fundamental para o avanço da pesquisa e de seus resultados. Entretanto, a pesquisa colaborativa é muitas vezes dificultada por fatores como distância geográfica, desconhecimento de pesquisadores e grupos de pesquisa, e indisponibilidade por parte de algum dos lados. O resultado são pesquisadores trabalhando de forma isolada com pouca ou nenhuma interação com outros pesquisadores.

Pensando nisso, um grupo de pesquisadores do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco criou o Labbos, uma rede social que visa estimular a colaboração entre pesquisadores de áreas de pesquisa semelhantes. Segundo os estudantes, quando bem organizadas e estruturadas, redes sociais podem contribuir significativamente com o desenvolvimento da pesquisa científica através da colaboração e cooperação entre os participantes.

Atualmente, existem alguns serviços que auxiliam pesquisadores em tarefas específicas. Entre alguns destes
serviços podemos destacar: publicação de artigos no PLoS ONE, compartilhamento de referências científicas no CiteULike e integração de pesquisadores na rede social BiomedExperts.

Mais sobre o projeto Labbos aqui.