É, amigos. Nos últimos dois meses, minha pesquisa tomou (mais) um novo rumo: a ausência de documentos primários e a dificuldade de rastrear os pesquisadores de uma rede (Instituto Virtual da Dengue/IVD) que existiu formalmente, mas não veio a gerar produtos, me levou a revisitar o caso do Programa Integrado da Doença de Chagas (PIDC), previsto inicialmente para ser estudado junto com o IVD. A banca da qualificação aconselhou escolher apenas uma das redes, visto que o tempo do mestrado era relativamente curto para dar conta das demandas de pesquisa.
Uma vez decidido, minha próxima etapa foi entrar em contato com os coordenadores da rede para solicitar a autorização da pesquisa. Com a resposta afirmativa, dei entrada no Comitê de Ética com o meu projeto no final de junho. O próximo passo foi escrever para os coordenadores das cinco redes do PIDC para uma conversa inicial e levantar os documentos primários para análise.
Primeira a responder e marcar a conversa, a Dra. Tania Araújo-Jorge foi, coincidentemente, uma das fundadoras da rede. Ela, que é diretora do Instituto Oswaldo Cruz, falou sobre a história do grupo e a importância da comunicação nele. E ainda fui convidada para a oitava edição do encontro anual do PIDC, que será realizado nos dias 14, 15 e 16 de setembro, em Angra dos Reis (RJ). De quebra, estou ajudando a preparar um relatório sobre os produtos gerados pelas colaborações do grupo, junto com a assessora de pesquisa do programa - que também será uma parte da minha dissertação. Além da revisão bibliográfica, que já está em andamento, o meu trabalho já vem tomando forma. O próximo passo? As entrevistas! Mas esse é um assunto para os próximos meses... ;)
Portfólio virtual da jornalista Carolina Landi, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Informação, Comunicação e Saúde (PPGICS) - Turma 2010, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT) - Fundação Oswaldo Cruz.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Conhecendo os autores: Karin Knorr-Cetina
Karin Knorr-Cetina (também Karin Knorr Cetina) (nascida em 19 de julho, 1944 em Graz, Áustria) é uma socióloga austríaca conhecida por seu trabalho em epistemologia e Construcionismo Social, resumidos nos livros A Fabricação do Conhecimento: Um Ensaio sobre o construtivista e a natureza contextual da Ciência (1981) e Culturas epistêmicas (1999). Atualmente, ela se concentra no estudo das microestruturas globais e Estudos Sociais de financiamento. Karin Knorr é professora adjunta de Teoria da Sociologia na Universität Konstanz e professora convidada da Universidade de Chicago.
Conhecendo os autores: Bruno Latour
Bruno Latour (Beaune, 22 de junho de 1947) é um filósofo e antropólogo francês. Sua principal contribuição teórica é - ao lado de outros autores como Michel Callon - o desenvolvimento da ANT - Actor Network Theory (Teoria ator-rede) que, ao analisar a atividade científica, considera, enquanto variáveis, tanto os atores humanos como os não humanos, estes últimos devido à sua vinculação ao princípio de simetria generalizada.
Conhecido pelos seus livros que descrevem o processo de pesquisa científica, dentro da perspectiva construtivista que privilegia a interação entre o discurso científico e a sociedade, os de maior destaque são "Jamais Fomos Modernos" e "Ciência em Ação".
Latour possui doutorado em filosofia e é professor da École nationale supérieure des mines de Paris e da Universidade da Califórnia em San Diego. Realizou estudos etnográficos na África e na América, mas sua etnografia mais conhecida foi feita no Laboratório de Neuroendocrinologia do Instituto Salk, na Califórnia. Ela deu origem ao livro Vida de Laboratório, escrito em parceria com o sociólogo inglês Steve Woolgar.
Confira o site oficial (em inglês e francês) de Bruno Latour aqui.
Fonte: Wikipedia.
Conhecido pelos seus livros que descrevem o processo de pesquisa científica, dentro da perspectiva construtivista que privilegia a interação entre o discurso científico e a sociedade, os de maior destaque são "Jamais Fomos Modernos" e "Ciência em Ação".
Latour possui doutorado em filosofia e é professor da École nationale supérieure des mines de Paris e da Universidade da Califórnia em San Diego. Realizou estudos etnográficos na África e na América, mas sua etnografia mais conhecida foi feita no Laboratório de Neuroendocrinologia do Instituto Salk, na Califórnia. Ela deu origem ao livro Vida de Laboratório, escrito em parceria com o sociólogo inglês Steve Woolgar.
Confira o site oficial (em inglês e francês) de Bruno Latour aqui.
Fonte: Wikipedia.
Leitura do período - Maio 2011

"A Vida de Laboratório - A produção dos fatos científicos", de Bruno Latour e Steve Woolgar (Ed. Relume Dumará)
Como ocorre a produção de fatos científicos? No mundo todo a antropologia já estudou tribos, costumes exóticos, representações simbólicas, tradições populares e os cultos mais complexos. Mas a indústria, a técnica, a ciência e a administração pouquíssimas vezes foram estudados.
Ninguém imagina como é o dia-a-dia de um laboratório - técnicos que entram e saem, pesquisadores debruçados em suas bancadas e pilhas de papel, instrumentos, materiais, substâncias químicas e animais que chegam a todo momento, milhares de dólares gastos a cada dia e, talvez, algum mistério decifrado. "Um quebra-cabeça quase terminado guiado por um campo invisível", define o etnólogo francês Bruno Latour.
Ninguém imagina como é o dia-a-dia de um laboratório - técnicos que entram e saem, pesquisadores debruçados em suas bancadas e pilhas de papel, instrumentos, materiais, substâncias químicas e animais que chegam a todo momento, milhares de dólares gastos a cada dia e, talvez, algum mistério decifrado. "Um quebra-cabeça quase terminado guiado por um campo invisível", define o etnólogo francês Bruno Latour.
Ele chegou no Laboratório de Neuroendocrinologia do Instituto Salk, na Califórnia, disposto a "presenciar descobertas científicas e estudar os pesquisadores como se fossem uma tribo exótica". No início, não sabia se estava em uma reunião do Estado-Maior, em algum dispositivo policial ou até mesmo entre conspiradores. Pareciam todos jovens executivos dinâmicos que discutiam estratégias, investimentos, guerrilhas e viradas radicais. Passado o choque inicial e após dois anos mergulhado na "desordem heterogênea e confusa de um laboratório", Latour se uniu ao sociológo inglês Steve Woolgar para analisar a produção social do objeto científico. Assim nasceu este estudo inédito sobre a vida de laboratório e a produção dos fatos científicos.
quarta-feira, 30 de março de 2011
ResearchGate, o Facebook da pesquisa
No último fim de semana, recebi um convite da minha colega Angélica Baptista (ENSP/FIOCRUZ) para me cadastrar no ResearchGATE. De cara, a interface facebookiana me atraiu. Como a proposta de redes sociais com foco na produção de pesquisa científica interessa (e muito) para minha pesquisa, fui investigar o histórico dessa ferramenta.
O ResearchGATE é um site de rede social livre e funciona como uma ferramenta de colaboração que pretende agregar pesquisadores científicos de várias disciplinas Ele fornece aplicações web, incluindo busca semântica, o compartilhamento de arquivos, compartilhamento de banco de dados de publicação, fóruns, debates sobre metodologia. Os usuários ainda podem criar seus blogs pessoais dentro da rede. Desde que foi ao ar, em maio de 2008, o ResearchGATE reuniu uma base de usuários de mais de 800 mil contatos, com pesquisadores de 196 países. A ferramenta também tem um blog. Saiba mais sobre o site aqui.
O ResearchGATE é um site de rede social livre e funciona como uma ferramenta de colaboração que pretende agregar pesquisadores científicos de várias disciplinas Ele fornece aplicações web, incluindo busca semântica, o compartilhamento de arquivos, compartilhamento de banco de dados de publicação, fóruns, debates sobre metodologia. Os usuários ainda podem criar seus blogs pessoais dentro da rede. Desde que foi ao ar, em maio de 2008, o ResearchGATE reuniu uma base de usuários de mais de 800 mil contatos, com pesquisadores de 196 países. A ferramenta também tem um blog. Saiba mais sobre o site aqui.
terça-feira, 22 de março de 2011
TICs - Afinal, do que se trata?
Tecnologia da informação e comunicação (TIC) pode ser definida como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de forma integrada, com um objetivo comum. As TICs são utilizadas das mais diversas formas, na indústria (no processo de automação), no comércio (no gerenciamento, nas diversas formas de publicidade), no setor de investimentos (informação simultânea, comunicação imediata), na educação (no processo de ensino aprendizagem, na Educação a Distância) e na pesquisa. Através da internet, novos sistemas de comunicação e informação foram criados, formando uma verdadeira rede. Criações como o e-mail, o chat, os fóruns, a agenda de grupo online, comunidades virtuais, web cam, entre outros, revolucionaram os relacionamentos humanos.
Através do trabalho colaborativo, profissionais distantes geograficamente trabalham em equipe. O intercâmbio de informações gera novos conhecimentos e competências entre os profissionais.
Novas formas de integração das TICs são criadas. Uma das áreas mais favorecidas com as TICs é a educacional. Na educação presencial, as TICs são vistas como potencializadoras dos processos de ensino – aprendizagem. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de maior desenvolvimento – aprendizagem – comunicação entre as pessoas com necessidades educacionais especiais.
No âmbito da educação, as TICs representam ainda um avanço na educação à distância. Com a criação de ambientes virtuais de aprendizagem, os alunos têm a possibilidade de se relacionar, trocando informações e experiências. Os professores e/ou tutores tem a possibilidade de realizar trabalhos em grupos, debates, fóruns, dentre outras formas de tornar a aprendizagem mais significativa.
Fonte: InfoEscola
Através do trabalho colaborativo, profissionais distantes geograficamente trabalham em equipe. O intercâmbio de informações gera novos conhecimentos e competências entre os profissionais.
Novas formas de integração das TICs são criadas. Uma das áreas mais favorecidas com as TICs é a educacional. Na educação presencial, as TICs são vistas como potencializadoras dos processos de ensino – aprendizagem. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de maior desenvolvimento – aprendizagem – comunicação entre as pessoas com necessidades educacionais especiais.
No âmbito da educação, as TICs representam ainda um avanço na educação à distância. Com a criação de ambientes virtuais de aprendizagem, os alunos têm a possibilidade de se relacionar, trocando informações e experiências. Os professores e/ou tutores tem a possibilidade de realizar trabalhos em grupos, debates, fóruns, dentre outras formas de tornar a aprendizagem mais significativa.
Fonte: InfoEscola
segunda-feira, 14 de março de 2011
Leituras do Período: Dez 2010 - Fev 2011
Ciência Em Ação - Como Seguir Cientistas E Engenheiros Sociedade Afora - Bruno Latour (Ed. Fundo Unesp) - Latour proporciona uma audaciosa análise da ciência, demonstrando o quanto o contexto social e o conteúdo técnico são essenciais para o próprio entendimento da atividade científica. Confira a resenha da Revista História, Ciências, Saúde-Manguinhos aqui.
Depoimentos e Discursos: uma Proposta de Análise em Pesquisa Social - Fernando Lefréve e Ana Maria Cavalcanti Lefréve (Ed. Liber Livro): Neste texto, os autores retomam a temática relativa aos discursos dos sujeitos coletivos. Esta obra examina como se pode chegar a um produto que expressa o que efetivamente pensam grupos de indivíduos socialmente situados.
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